Eu comecei a falar que as torcidas organizadas são o problema do futebol brasileiro há 5 anos. Hoje, muita gente já está convencida disso. O Cruzeiro rompeu com elas. Resultado: 2 títulos brasileiros, e um aumento expressivo no número de sócios torcedores.
Hoje 84% dos brasileiros concordam comigo.
http://sportv.globo.com/site/programas/redacao-sportv/noticia/2015/02/pesquisa-violencia-e-principal-causa-que-afasta-torcedores-dos-estadios.html
A lógica é simples. A quem eles servem?
Minha primeira atitude, se fosse presidente de um clube, seria proibir os instrumentos musicais. Depois, controlaria os assentos, e faria com que as pessoas sentassem nos lugares marcados. Não me preocupa em nada a receita destes grupos, pois eles não geram receita alguma aos clubes. Só afastam quem quer tratar o futebol como um programa de lazer familiar.
Mas a verdade é que os dirigentes tem conseguido criar climas de guerra que ajudam a incitar a violência. Vejam a "guerra" que foi a disputa sobre torcida única (ou não) nesse último derbi PALxCOR. O torcedor já chega ao estádio irritado por haver uma disputa para decidir se ele pode ou não assistir ao jogo.
Eu insisto que o jogo de futebol atualmente deve ser tratado como um espetáculo, e não como uma competição esportiva. Mais do que decidir quem será o campeão disso ou daquilo, há milhões em jogo. Um verdadeira indústria e que gera muitas divisas ao país.
Os grandes clubes tem muito mais interesses comuns do que razões para brigas judiciais.
Ignorar isso é uma miopia gigante.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Sem água, e agora sem energia!
Picos de energia, como o de ontem, acontecem todos os anos, em todo lugar. Por isso, alguns países, não coincidentemente os mais desenvolvidos, se preparam para este tipo de situação. Isto acontece por meio de programas de resposta à demanda ("demand response programs"). Várias concessionárias tem programas deste tipo nos EUA e na Europa. Ontem mesmo, a Schneider Electric anunciou um programa deste com uma concessionária sul-coreana.
Mas na prática o que muda?
Bem, ao invés de desligar uma carga qualquer, a idéia é desligar uma carga previamente escolhida, normalmente de um grande consumidor, que possa ser desligada se houver planejamento adequado. Para isso, os consumidores se inscrevem voluntariamente no programa, informando a sua capacidade (disponibilidade) de desligamento no momento do pico. Cada desligamento é visto como uma "usina virtual", e portanto, é remunerado como uma usina real: pela disponibilidade, e pela operação.
Ou seja: num programa de resposta à demanda, as concessionárias pagam por consumidores que se dispõem a desligar suas cargas. Pagam pela simples participação no programa, mesmo que não seja necessário nenhum desligamento (pagamento por disponibilidade). E pagam um outro montante, pela operação (pelos volume de kWh desligado).
Qual o benefício disso?
Todo mundo ganha. Ganha a população, que não tem seu metrô desligado, suas lojas fechadas, e assim por diante. Ganha a concessionária, que não tem sua imagem manchada por mais um caso de má gestão. Ganha o governo, pelo mesmo motivo. E ganha o consumidor que participa do programa, ao acrescentar uma receita adicional ao seu balanço.
Há dois anos, a Schneider Electric apresentou esta idéia a várias autoridades brasileiras, na Aneel, ONS e Ministério de Minas e Energia. Não havia e ainda não há regulação para este tipo de programa no Brasil. Mas hoje, não há energia. Talvez seja mais fácil e rápido produzir a regulação, do que a energia em si.
Mas na prática o que muda?
Bem, ao invés de desligar uma carga qualquer, a idéia é desligar uma carga previamente escolhida, normalmente de um grande consumidor, que possa ser desligada se houver planejamento adequado. Para isso, os consumidores se inscrevem voluntariamente no programa, informando a sua capacidade (disponibilidade) de desligamento no momento do pico. Cada desligamento é visto como uma "usina virtual", e portanto, é remunerado como uma usina real: pela disponibilidade, e pela operação.
Ou seja: num programa de resposta à demanda, as concessionárias pagam por consumidores que se dispõem a desligar suas cargas. Pagam pela simples participação no programa, mesmo que não seja necessário nenhum desligamento (pagamento por disponibilidade). E pagam um outro montante, pela operação (pelos volume de kWh desligado).
Qual o benefício disso?
Todo mundo ganha. Ganha a população, que não tem seu metrô desligado, suas lojas fechadas, e assim por diante. Ganha a concessionária, que não tem sua imagem manchada por mais um caso de má gestão. Ganha o governo, pelo mesmo motivo. E ganha o consumidor que participa do programa, ao acrescentar uma receita adicional ao seu balanço.
Há dois anos, a Schneider Electric apresentou esta idéia a várias autoridades brasileiras, na Aneel, ONS e Ministério de Minas e Energia. Não havia e ainda não há regulação para este tipo de programa no Brasil. Mas hoje, não há energia. Talvez seja mais fácil e rápido produzir a regulação, do que a energia em si.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
As minhas 25 razões para votar no Aécio
Economia
1. O Brasil parou de crescer e Dilma sequer reconhece isso. Este ano, o Chile vai crescer 4,3%, a média mundial será de 2%, e o Brasil crescerá apenas 0,6%. Para um país emergente e com as características do nosso, isso é praticamente recessão. Sem crescimento, não haverá geração de empregos. Sem empregos novos, não há como melhorar os indicadores sociais.
2. Este governo foi negligente com a inflação. Acostumado a anos de bonanza, represou os preços de gasolina e energia por razões eleitorais, esperando que o problema se resolvesse sozinho. Isso é vergonhoso e manipulador, pois escondeu de todos nós a inflação real.
3. O próximo presidente receberá uma economia em crise, e só um profissional de respeito tem capacidade de lidar com isso. Não há hoje, nos quadros do PT, nenhuma pessoa com tais credenciais.
4. O Brasil perdeu a credibilidade internacional. Acabou a abundância de investimentos externos. Por conta do governo Dilma, os investimentos internacionais caíram pela metade da década passada pra cá.
5. Precisamos de investimentos em infraestrutura. Mesmo com dinheiro sobrando, Dilma jamais conseguiu executar as metas do próprio PAC, nem como ministra, nem como presidente.
6. Precisamos de uma reforma tributária já. Aécio se comprometeu a fazer isso no início do governo. Dilma jamais aventou a hipótese.
Programas Sociais
7. Apesar do Bolsa Família, 70% da população brasileira vive abaixo da faixa de renda digna. Quero que o programa seja aperfeiçoado para que seja possível tirar as pessoas definitivamente dessa situação de vulnerabilidade.
8. Sou a favor de programas sociais que ataquem as causas (e não as consequências) pois esta é a única forma de resolver nossos problemas. Tenho convicção que assistencialismo não resolve o problema, apenas alivia a dor temporariamente.
Reforma Política
9. Sou a favor do voto distrital. Aécio defende esse modelo. Dilma jamais fez qualquer proposta de reforma política.
10. Sou contra os financiamentos públicos de campanha defendidos por Dilma. O voto distrital diminui drasticamente o custo das campanhas e faz qualquer financiamento ser desnecessário.
11. Sou contra a reeleição. Aécio adotou esta bandeira. Governo é como fralda. Tem que ser trocado de vez em quando, e pelos mesmos motivos.
12. Sou contra os conselhos populares defendidos por Dilma. Apesar de parecerem democráticos, estes conselhos são usados para a enfraquecer a democracia nos países onde são usados. A Venezuela os tem, e os resultados falam por si só.
Política Internacional
13. Sou contra a aproximação com Cuba, Venezuela e Bolívia. Investimentos nesses países, então, nem pensar.
14. Sou a favor de uma ação no foro internacional competente para reaver a refinaria da Petrobras tomada a força pelo exército boliviano durante o governo Lula.
15. Sou a favor de uma participação mais construtiva nos fóruns internacionais, para que o Brasil não se isole como no governo Dilma.
16. Quero um governo deixe claro que no Brasil se respeitam contratos e direitos, tanto de brasileiros como de estrangeiros. Dilma hesita nesse tema. Aécio não.
Sustentabilidade
17. Apenas Aécio se pronunciou a favor da sustentabilidade e de incentivar uma economia de baixo carbono. Dilma sequer assinou a ata do último encontro sobre mudanças climáticas, realizado em NY no mês passado.
18. Como Ministra de Minas e Energia, Dilma não incentivou o uso de energia por fontes renováveis. Tampouco incentivou a eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Aécio se manifestou publicamente a favor desses dois temas.
19. O Brasil tem obrigação de assumir um papel de protagonismo nas questões ligadas ao meio ambiente e às mudanças climáticas.
Educação
20. No Brasil de hoje, sou a favor de priorizar o ensino fundamental, pois ali reside o futuro do país. Aécio pensa assim. Dilma prioriza o ensino técnico, deixando os realmente vulneráveis a mercê do assistencialismo.
Tamanho do Estado
21. O Estado é comprovadamente ineficaz para executar a maioria das funções. Sou a favor de um Estado menos centralizador, focado em educação, saúde e infraestrutura. Dilma é a favor de um Estado muito centralizador. Eu não.
Ética
22. Os principais líderes do partido do atual governo estão na cadeia, após serem condenados pela mais alta corte do país. Essas pessoas eram colegas muito próximos de Dilma, e tudo indica que outras pessoas da mesma estirpe estão no coração do governo atual.
23. Apesar de dizer que incentiva as investigações de corrupção, Dilma defende os ex-colegas até hoje, ignorando até mesmo as condenações do STF.
24. O governo atual nos presenteia com um novo escândalo de corrupção por mês, um maior que o outro. Se faz necessário uma alternância, urgentemente.
25. Ao invés de discutir idéias, o governo atual se usa da vulnerabilidade da maioria das pessoas para criar um clima de medo em torno das eleições. Acho isso uma ameaça à democracia.
Devem existir outras razões.
Mas estas pra mim já são bem mais que suficientes.
Vou de Aécio!
1. O Brasil parou de crescer e Dilma sequer reconhece isso. Este ano, o Chile vai crescer 4,3%, a média mundial será de 2%, e o Brasil crescerá apenas 0,6%. Para um país emergente e com as características do nosso, isso é praticamente recessão. Sem crescimento, não haverá geração de empregos. Sem empregos novos, não há como melhorar os indicadores sociais.
2. Este governo foi negligente com a inflação. Acostumado a anos de bonanza, represou os preços de gasolina e energia por razões eleitorais, esperando que o problema se resolvesse sozinho. Isso é vergonhoso e manipulador, pois escondeu de todos nós a inflação real.
3. O próximo presidente receberá uma economia em crise, e só um profissional de respeito tem capacidade de lidar com isso. Não há hoje, nos quadros do PT, nenhuma pessoa com tais credenciais.
4. O Brasil perdeu a credibilidade internacional. Acabou a abundância de investimentos externos. Por conta do governo Dilma, os investimentos internacionais caíram pela metade da década passada pra cá.
5. Precisamos de investimentos em infraestrutura. Mesmo com dinheiro sobrando, Dilma jamais conseguiu executar as metas do próprio PAC, nem como ministra, nem como presidente.
6. Precisamos de uma reforma tributária já. Aécio se comprometeu a fazer isso no início do governo. Dilma jamais aventou a hipótese.
Programas Sociais
7. Apesar do Bolsa Família, 70% da população brasileira vive abaixo da faixa de renda digna. Quero que o programa seja aperfeiçoado para que seja possível tirar as pessoas definitivamente dessa situação de vulnerabilidade.
8. Sou a favor de programas sociais que ataquem as causas (e não as consequências) pois esta é a única forma de resolver nossos problemas. Tenho convicção que assistencialismo não resolve o problema, apenas alivia a dor temporariamente.
Reforma Política
9. Sou a favor do voto distrital. Aécio defende esse modelo. Dilma jamais fez qualquer proposta de reforma política.
10. Sou contra os financiamentos públicos de campanha defendidos por Dilma. O voto distrital diminui drasticamente o custo das campanhas e faz qualquer financiamento ser desnecessário.
11. Sou contra a reeleição. Aécio adotou esta bandeira. Governo é como fralda. Tem que ser trocado de vez em quando, e pelos mesmos motivos.
12. Sou contra os conselhos populares defendidos por Dilma. Apesar de parecerem democráticos, estes conselhos são usados para a enfraquecer a democracia nos países onde são usados. A Venezuela os tem, e os resultados falam por si só.
Política Internacional
13. Sou contra a aproximação com Cuba, Venezuela e Bolívia. Investimentos nesses países, então, nem pensar.
14. Sou a favor de uma ação no foro internacional competente para reaver a refinaria da Petrobras tomada a força pelo exército boliviano durante o governo Lula.
15. Sou a favor de uma participação mais construtiva nos fóruns internacionais, para que o Brasil não se isole como no governo Dilma.
16. Quero um governo deixe claro que no Brasil se respeitam contratos e direitos, tanto de brasileiros como de estrangeiros. Dilma hesita nesse tema. Aécio não.
Sustentabilidade
17. Apenas Aécio se pronunciou a favor da sustentabilidade e de incentivar uma economia de baixo carbono. Dilma sequer assinou a ata do último encontro sobre mudanças climáticas, realizado em NY no mês passado.
18. Como Ministra de Minas e Energia, Dilma não incentivou o uso de energia por fontes renováveis. Tampouco incentivou a eficiência energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Aécio se manifestou publicamente a favor desses dois temas.
19. O Brasil tem obrigação de assumir um papel de protagonismo nas questões ligadas ao meio ambiente e às mudanças climáticas.
Educação
20. No Brasil de hoje, sou a favor de priorizar o ensino fundamental, pois ali reside o futuro do país. Aécio pensa assim. Dilma prioriza o ensino técnico, deixando os realmente vulneráveis a mercê do assistencialismo.
Tamanho do Estado
21. O Estado é comprovadamente ineficaz para executar a maioria das funções. Sou a favor de um Estado menos centralizador, focado em educação, saúde e infraestrutura. Dilma é a favor de um Estado muito centralizador. Eu não.
Ética
22. Os principais líderes do partido do atual governo estão na cadeia, após serem condenados pela mais alta corte do país. Essas pessoas eram colegas muito próximos de Dilma, e tudo indica que outras pessoas da mesma estirpe estão no coração do governo atual.
23. Apesar de dizer que incentiva as investigações de corrupção, Dilma defende os ex-colegas até hoje, ignorando até mesmo as condenações do STF.
24. O governo atual nos presenteia com um novo escândalo de corrupção por mês, um maior que o outro. Se faz necessário uma alternância, urgentemente.
25. Ao invés de discutir idéias, o governo atual se usa da vulnerabilidade da maioria das pessoas para criar um clima de medo em torno das eleições. Acho isso uma ameaça à democracia.
Devem existir outras razões.
Mas estas pra mim já são bem mais que suficientes.
Vou de Aécio!
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Os erros de Lula começam a aparecer
O Brasil deverá ser o país com menor crescimento na América do Sul no primeiro triênio da gestão Dilma Rousseff. A média de expansão esperada para a nossa economia entre 2011 e 2013 é de 2,4%, número menor que o projetado para todos os nossos vizinhos.
Se isso se confirmar, será a primeira vez desde o governo Collor que o Brasil perderá para todos os vizinhos no primeiro triênio de governo (de 1990 a 1992 a economia se contraiu 1,2%).
O desempenho médio do PIB do Brasil também deverá perder no triênio para o do México e de outros nove emergentes, só acima da Hungria, afetada pela crise do euro.
Segundo Mailson da Nóbrega, o erro foi ter apostado só no consumo, e não na oferta. Está claro que o Brasil não consegue mais crescer por falta de infraestrutura e mão-de-obra qualificada.
Somos hoje um país caro e pouco competitivo. O Estado interfere demais na economia. Isso tem impacto negativo nas decisões de investimentos, e nada vai mudar até que recuperemos a nossa produtividade.
Fonte: Folha.com
Se isso se confirmar, será a primeira vez desde o governo Collor que o Brasil perderá para todos os vizinhos no primeiro triênio de governo (de 1990 a 1992 a economia se contraiu 1,2%).
O desempenho médio do PIB do Brasil também deverá perder no triênio para o do México e de outros nove emergentes, só acima da Hungria, afetada pela crise do euro.
Segundo Mailson da Nóbrega, o erro foi ter apostado só no consumo, e não na oferta. Está claro que o Brasil não consegue mais crescer por falta de infraestrutura e mão-de-obra qualificada.
Somos hoje um país caro e pouco competitivo. O Estado interfere demais na economia. Isso tem impacto negativo nas decisões de investimentos, e nada vai mudar até que recuperemos a nossa produtividade.
Fonte: Folha.com
domingo, 13 de maio de 2012
TRI3 significa três vezes Tri-Campeão
Ser campeão paulista nunca me empolgou. Há bastante tempo eu me tornei favorável ao fim dos campeonatos estaduais. O único que "presta" é o Paulista, por ter quatro clubes fortes, técnica e economicamente, além de mais dois ou três times médios que gostam de aprontar boas surpresas. Nos outros estados, todo mundo já sabe qual vai ser a final, antes do campeonato começar.
Mas o fato é que os estaduais existem, e que durante sua disputa quase não existem jogos de seleções ou datas FIFA. E com isso o Santos conseguiu, nos últimos três anos, criar mais uma marca na história do futebol, ao cravar o terceiro tri-campeonato paulista consecutivo, algo jamais conseguido por nenhuma outra agremiação. Feito alcançado, indiscutivelmente, graças à genialidade de Neymar. O Santos foi tri em 1960-1961-1962, depois em 1967-1968-1969, e agora 2009-2010-2012. Antes do Santos, o último tri tinha sido o Corinthians, em 37-38-39, antes do futebol ser profissional, ou mesmo da Federação Paulista de Futebol existir.
História à parte, prefiro ver meu time jogar contra adversários do mesmo nível, ou pelo menos, de um melhor nível. Por isso, gosto mesmo da Libertadores e do Brasileiro. Só que o Brasileiro estará comprometido, e jamais será justo como um campeonato europeu, até que as datas da Seleção façam parte do calendário nacional. Digo isso pois se um time perde 3 jogadores para a Seleção durante 15 rodadas, sua campanha fica completamente inviabilizada se a fórmula for em pontos corridos. Isso obviamente não acontece na Europa. Aqui, por conta das datas reservadas aos Estaduais, os melhores clubes são sacrificados no Brasileiro. Por isso, na minha lógica, a existência dos Estaduais prejudica a qualidade do Brasileiro.
Mas os Estaduais, vão continuar, pelo menos por alguns anos. E não poderemos mais entoar o canto "Vamos ser TRI Santos". Estou tentando pensar um grito com a palavra "tetra", mas essa palavra é muito ruim pra cantar ou rimar. Bom, então que venha o tetra, na Libertadores e no Paulista de 2013, mesmo sem um grito de guerra específico.
Mas o fato é que os estaduais existem, e que durante sua disputa quase não existem jogos de seleções ou datas FIFA. E com isso o Santos conseguiu, nos últimos três anos, criar mais uma marca na história do futebol, ao cravar o terceiro tri-campeonato paulista consecutivo, algo jamais conseguido por nenhuma outra agremiação. Feito alcançado, indiscutivelmente, graças à genialidade de Neymar. O Santos foi tri em 1960-1961-1962, depois em 1967-1968-1969, e agora 2009-2010-2012. Antes do Santos, o último tri tinha sido o Corinthians, em 37-38-39, antes do futebol ser profissional, ou mesmo da Federação Paulista de Futebol existir.
História à parte, prefiro ver meu time jogar contra adversários do mesmo nível, ou pelo menos, de um melhor nível. Por isso, gosto mesmo da Libertadores e do Brasileiro. Só que o Brasileiro estará comprometido, e jamais será justo como um campeonato europeu, até que as datas da Seleção façam parte do calendário nacional. Digo isso pois se um time perde 3 jogadores para a Seleção durante 15 rodadas, sua campanha fica completamente inviabilizada se a fórmula for em pontos corridos. Isso obviamente não acontece na Europa. Aqui, por conta das datas reservadas aos Estaduais, os melhores clubes são sacrificados no Brasileiro. Por isso, na minha lógica, a existência dos Estaduais prejudica a qualidade do Brasileiro.
Mas os Estaduais, vão continuar, pelo menos por alguns anos. E não poderemos mais entoar o canto "Vamos ser TRI Santos". Estou tentando pensar um grito com a palavra "tetra", mas essa palavra é muito ruim pra cantar ou rimar. Bom, então que venha o tetra, na Libertadores e no Paulista de 2013, mesmo sem um grito de guerra específico.
sábado, 16 de abril de 2011
Orgulho que nem todos podem ter
No site da Globo, há 5 "top links" para notícias, esportes e entretenimento. Hoje, dos 5 links para esporte, os três primeiros eram ligados ao Santos. Não que eu queira puxar a sardinha pro lado do meu time, mas a verdade é que o brasileiro gosta de futebol de qualidade.
Corinthians e Flamengo não sabem o que é futebol de qualidade há muito tempo. Eu entro frequentemente nos blogs ligados ao Santos, e está cheio de corintiano palpitando por lá. Esta semana, surgiu essa boataria sobre o Ganso ir pro Corinthians. Não é a primeira vez! A cada jogo decisivo do Santos, a mídia paulistana vem com esse caminhão de bobagem pra cima do pobre do povo paulista, com o claro intuito de "vender jornal". E por incrível que pareça, a corintianada compra...
Pois bem, estou convencido que tem um milhão de pessoas que torce pro Corinthians, Flamengo ou seja lá o que for, mas que na hora que quer ver um bom jogo, procura pelo Santos. A verdade é que o Santos é o único time brasileiro, nos últimos 20 anos, a ter três jogadores de nível de Seleção (Neymar, Ganso e Elano). No ano passado, tínhamos a mesma qualidade, mas o técnico da Seleção era o Dunga, e deu no que deu.
Tenho orgulho de torcer pro time que joga o melhor futebol do país.
Orgulho que nem todos podem ter.
Corinthians e Flamengo não sabem o que é futebol de qualidade há muito tempo. Eu entro frequentemente nos blogs ligados ao Santos, e está cheio de corintiano palpitando por lá. Esta semana, surgiu essa boataria sobre o Ganso ir pro Corinthians. Não é a primeira vez! A cada jogo decisivo do Santos, a mídia paulistana vem com esse caminhão de bobagem pra cima do pobre do povo paulista, com o claro intuito de "vender jornal". E por incrível que pareça, a corintianada compra...
Pois bem, estou convencido que tem um milhão de pessoas que torce pro Corinthians, Flamengo ou seja lá o que for, mas que na hora que quer ver um bom jogo, procura pelo Santos. A verdade é que o Santos é o único time brasileiro, nos últimos 20 anos, a ter três jogadores de nível de Seleção (Neymar, Ganso e Elano). No ano passado, tínhamos a mesma qualidade, mas o técnico da Seleção era o Dunga, e deu no que deu.
Tenho orgulho de torcer pro time que joga o melhor futebol do país.
Orgulho que nem todos podem ter.
domingo, 10 de abril de 2011
O cliente tem sempre razão!
Chegou a hora de voltar pro Brasil, e com isso cancelar cartões, contratos de serviços, assinatura de revistas, etc. Estava esperando um verdadeiro "perrengue", com longas esperas, linhas caindo, atendentes mal-treinados, dificuldades, penalidades por parte dos fornecedores, etc.
Pois bem, não foi bem assim. Queria parabenizar as empresas que prestaram serviços para mim e para minha família em Boston. As revistas Elle, Sports Illustrated e Entertainment Weekly não só tem uma opção no menu para os cancelamentos, como já creditaram na conta do meu cartão os exemplares pagos e não-entregues. Tudo sem sequer falar com um atendente. Os cartões de crédito (Macy's, Home Depot e Visa) também não me deram nenhum trabalho. Todos me trataram cordialmente, esperando um dia voltar a contar com a minha preferência.
Eu esperava dificuldade mesmo com os prestadores de serviços (TV, telefone, internet). A Netflix (movies) tem a opção de encerramento do serviço no próprio site. Moleza. A TV (Dish) me permitiu cancelar o serviço com data futura. Ou seja: vou ter TV até o último dia que estiver na casa. O provedor de telefonia (Vonage) me ofereceu um plano para continuar usando o serviço no Brasil, que acabei aceitando. Manterei meu número americano, e poderei ligar 100 minutos para os EUA, por US$ 9,99 por mês. Uma pechincha!
Tudo foi extremamente eficiente, simples e cordial. Estou realmente impressionado com o respeito que se tem pelo cliente aqui nos EUA. Valeu pela lição! Mais uma que vou levar na bagagem.
Pois bem, não foi bem assim. Queria parabenizar as empresas que prestaram serviços para mim e para minha família em Boston. As revistas Elle, Sports Illustrated e Entertainment Weekly não só tem uma opção no menu para os cancelamentos, como já creditaram na conta do meu cartão os exemplares pagos e não-entregues. Tudo sem sequer falar com um atendente. Os cartões de crédito (Macy's, Home Depot e Visa) também não me deram nenhum trabalho. Todos me trataram cordialmente, esperando um dia voltar a contar com a minha preferência.
Eu esperava dificuldade mesmo com os prestadores de serviços (TV, telefone, internet). A Netflix (movies) tem a opção de encerramento do serviço no próprio site. Moleza. A TV (Dish) me permitiu cancelar o serviço com data futura. Ou seja: vou ter TV até o último dia que estiver na casa. O provedor de telefonia (Vonage) me ofereceu um plano para continuar usando o serviço no Brasil, que acabei aceitando. Manterei meu número americano, e poderei ligar 100 minutos para os EUA, por US$ 9,99 por mês. Uma pechincha!
Tudo foi extremamente eficiente, simples e cordial. Estou realmente impressionado com o respeito que se tem pelo cliente aqui nos EUA. Valeu pela lição! Mais uma que vou levar na bagagem.
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