sábado, 20 de fevereiro de 2016

Quem vai pagar a conta da corrupção?

A corrupção produz um círculo vicioso que reduz a eficiência. Preços superfaturados aumentam o custo das cadeias de produção. A corrupção, portanto, é inflacionária.

Nós brasileiros hoje sabemos disso. A destruição de riqueza atingiu negócios, famílias e o próprio governo. A saudável descoberta dos crimes cometidos provocou um terremoto na economia. Da pior forma, aprendemos o valor da boa governança, negligenciada por anos. Hoje sabemos o que jamais devemos fazer.


Mas será que aprendemos mesmo? Imagine uma firma onde trabalhem dois engenheiros bem diferentes. Um deles é criativo e desenvolveu processos que reduzem custos e podem, portanto, permitir que a empresa ganhe uma concorrência pública. O outro não fez nada disso, mas sabe como chegar à pessoa que vai decidir a concorrência. E mais: sabe com que quantia em dinheiro ele se deixaria convencer a dar a vitória para a sua empresa. Qual dos dois vai ascender na carreira mais rapidamente?

Imagine um país onde isso se torna prática corriqueira. Um país onde o governo movimenta bilhões, e tem participação importante em quase todos os setores da economia. Sim, a resposta é que os postos chave do governo caem nas mãos dos piores. E o mesmo acontece nas grandes empresas que dependem do governo.

Pois bem, não é justo que sejamos liderados por profissionais com baixo padrão ético. O combate à corrupção é fundamental para melhorar o ambiente de negócios neste país. É preciso controlar a inflação e reverter o déficit público. É preciso simplificar o sistema tributário e evitar privilégios a certas empresas. É preciso reduzir a burocracia e a presença do Estado na economia.

A carga tributária no Brasil era 25,9% do PIB antes do Plano Real. Chegou a 35,4% no fim do primeiro governo Dilma. Se contarmos o déficit que o governo vem acumulando, a conta já está próxima de 40% do PIB. Na maior parte, por conta de corrupção e má gestão.

Essa conta não é minha, e eu não quero pagá-la.

#corrupcao #quempagaaconta #custodacorrupcao
#corruption #whopaysthecost #costofcorruption

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Cenários de emissões de CO2 e seus impactos

Olhando as INDCs dos países que assinaram o acordo de Paris na COP21, vemos que os compromissos são diferentes e variados. Todos de alguma forma afetam o impacto do homem sobre o clima, mas não é tão simples quantificar esse impacto, e muito menos a contribuição de cada país. Para entender melhor os vários cenários para se alcançar a tão sonhada redução das emissões de CO2, vou apresentar aqui a equação de Kaya (“Kaya Identity”).

Yoichi Kaya e uma equipe de engenheiros especialistas da Tokyo University escreveram a equação abaixo, para projetar o crescimento das emissões de CO2 produzido pelo homem, e seu impacto no meio-ambiente. Trata-se de uma fórmula simples que usa índices comuns do nosso dia-a-dia (aqueles que o William Bonner menciona no JN diariamente).

Veja a equação de Kaya e algumas premissas básicas:


Como a geração de energia é o que mais impacta as emissões, a fórmula deixa de lado impactos pontuais ou regionais como queimadas ou desmatamento. Esta premissa é válida, pois quando pensamos nas emissões de CO2 no planeta como um todo, o que importa mesmo é a geração e uso de energia. Ao decompor o impacto das quatro variáveis acima, Kaya nos permite projetar cenários de forma simples. Eu até fiz isso em uma planilha Excel, que você pode baixar aqui.

A primeira variável é a população. Mais gente exige mais geração de energia, mais produção de alimentos, e mais consumo de recursos em geral. A população da Terra é de 7 bilhões atualmente, e atingirá 9 bilhões de pessoas no meio do século. Esse crescimento, da ordem de 0,9% ao ano, exercerá grande pressão sobre o meio-ambiente.

A segunda variável é a renda per capita (produção de riqueza por habitante), que normalmente é ligada ao padrão de vida das pessoas, e que cresce mais de 2% ao ano (média mundial). Um cidadão americano consome muito mais do que um africano, por exemplo. E obviamente, trazer todos a um padrão de vida americano ou europeu significaria um volume gigante de CO2 na atmosfera. Esta variável é estratégica para países pobres ou em desenvolvimento, que querem ter o direito de “enriquecer” a sua população, o que significa aumentar emissões. Dos países da América do Sul, Argentina, Colômbia e Peru manifestaram isso em suas INDCs.

A terceira variável é a intensidade energética, ou seja, quando a sociedade precisa de energia para produzir riqueza. A chave aqui é usar menos energia, ser mais eficiente. Vários países declararam que incentivarão ações de eficiência energética, dentre eles Brasil, Argentina e Colômbia. Mas esta variável deve considerar também as mudanças de nossa economia, em clara transição para um formato mais “digital”. Há cenários em que a intensidade energética cairá até 2,8% ao ano até 2040.

E a última variável, é a intensidade de carbono na matriz energética. Obviamente, quem quiser melhorar essa variável terá de aumentar o uso de energias renováveis e diminuir o uso de combustíveis fósseis. Não há outras formas de diminuir a intensidade de carbono. A California decidiu que estará livre de carbono até 2050. Mas isso não acontecerá em toda parte. As previsões mais otimistas falam em redução da intensidade de carbono a uma taxa de 2,3% ao ano.

A China, se comprometeu a reduzir em 60% a intensidade de carbono na sua economia (que é o resultado do produto das variáveis 3 e 4). Mas é importante esclarecer que, se as demais variáveis não foram gerenciadas, é possível que as emissões chinesas aumentem assim mesmo. Como a China, o Chile prometeu reduzir 30% as emissões por unidade do PIB. Mas estabeleceu condições mínimas de crescimento econômico para este compromisso.

Outros países, como EUA, Europa e Brasil, se comprometeram a reduzir as emissões totais (que é o que importa) e não apenas algumas variáveis da equação. Os EUA se comprometeu em reduzir 26% suas emissões até 2025 (abaixo dos níveis de 2005). O Brasil prometeu reduzir 37%, com grande parte vindo da promessa de acabar com o desmatamento ilegal. Mas a maior contribuição virá mesmo da Europa, que prometeu reduzir 40% suas emissões em comparação com valores de 1990.

Como um todo, o mundo precisa alcançar o Cenário 450 da Agência Internacional de Energia, que estabelece 450 ppm como a concentração máxima de CO2 na atmosfera para limitarmos o aquecimento global em 2o Celsius. Olhando a equação, parece claro que se queremos zerar as emissões, temos que zerar pelo menos uma das variáveis. Mas não vamos eliminar a população da Terra, nem parar de comer ou de ir trabalhar.

Com isso, nos restam apenas as duas últimas variáveis. E portanto dois caminhos: eficiência energética e energias renováveis. Temos que gastar menos energia. E temos que produzir energia de forma mais limpa. E pelas projeções que você mesmo poderá fazer (baixando a planilha de simulação), é bom começarmos já.

#eficienciaenergetica #emissaodecarbono #energiasrenovaveis #mudancasclimaticas #pegadadecarbono #sustentabilidade #energyefficiency #carbonemissions #renewableenergy #climatechange #carbonfootprint #sustainability

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A ligação entre inovação e economia circular

Steve Jobs disse que não se importava em ser o homem mais rico do cemitério. Preferia o gostinho de ir para a cama todas as noites sabendo que havia feito algo maravilhoso.

Esse é o ponto principal deste post.

Desde a revolução industrial, a humanidade tem se aproveitado dos recursos naturais para melhorar seu padrão de vida. Mas estes recursos estão ficando escassos e caros, e parece que chegou a hora de começarmos a fazer algo maravilhoso, como gostava Steve Jobs. Na COP21 em Paris, falou-se muito sobre redução das emissões de CO2. Mas outro ponto tão ou mais importante, é a necessidade de criação de uma economia circular.

Numa economia circular, o crescimento econômico não se dá pela extração e do consumo de recursos escassos, e sim ao se fazer os recursos existentes serem produtivos o máximo possível. Em outras palavras, significa mudar a forma de usar as matérias-primas, reduzir o lixo alimentar e eletrônico, desenvolver novas técnicas de reciclagem, criar novos materiais de construção e formas de usar os antigos, e criar novas fontes de energia a partir do lixo.

Ao usar uma cadeia de suprimentos circular, processos como desenho de produtos e gestão de resíduos se tornarão mais eficientes e produtivos. A seguir, listamos 3 formas clássicas para se começar esta jornada:
  1. Pratique mais reciclagem. Há produtos que podem ser reciclados indefinidamente, como vidro, aço, alumínio e cobre. Outros, como papel e plásticos, se deterioram a cada reciclagem. Priorize os primeiros.
  2. Alugue, ao invés de vender. A reciclagem, por melhor que seja, depende do usuário final para funcionar. Ao vender o uso dos produtos, no lugar dos próprios produtos, as empresas mantém a propriedade dos produtos durante toda sua vida útil, o que lhes permite reformar ou reciclá-los para uso novamente.
  3. Crie formas de aumentar o uso dos produtos. Ao invés de jogá-los fora, reforme-os e aumente sua vida útil. Existem mercados para produtos reformados que podem ser vendidos a preços mais baixos.
Em Paris, 196 países assinaram um acordo para criarmos um futuro melhor. Mas isso não vai acontecer sem soluções inovadoras de empresas e consumidores. Quanto antes começarmos a criar uma economia circular, melhor para todos nós. E ainda poderemos curtir o fato de termos feito algo maravilhoso.

#circulareconomy #climatechange #sustainability
#economiacircular #mudancasclimaticas #sustentabilidade

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Schneider é escolhida a 12a empresa mais sustentável do mundo

A Corporate Knights, publicação canadense especializada em responsabilidade social e desenvolvimento sustentável, divulgou nesta semana a sua tradicional lista "The Global 100", que lista as empresas com as melhores práticas de sustentabilidade corporativa em todo o mundo. O levantamento começou a ser feito em 2005 e é anunciado, anualmente, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.

A publicação seleciona empresas de todos os setores com base em 12 indicadores principais. São eles: energia, emissões de carbono, consumo de água, resíduos sólidos, capacidade de inovação, pagamentos de impostos, a relação entre o salário médio do trabalhador e o do CEO, planos de previdência corporativos, segurança do trabalho, percentual de mulheres na gestão e o chamado "bônus por desempenho". Este último quesito procura identificar se a remuneração dos executivos está, de alguma forma, atrelada ao desempenho de sustentabilidade empresarial. Para a publicação, esse tipo de bonificação ajuda a estimular as boas práticas.

Quem lidera a lista de 2016 é a BMW, que estava em sexto lugar no ano passado. A empresa marcou mais de 80 por cento nos 12 principais indicadores, com performances notáveis nas áreas de energia, resíduos e redução no uso de água, além de uma nota máxima em "bônus por desempenho".

A Schneider Electric foi apontada como a 12a empresa mais sustentável do mundo, e mais uma vez, foi a primeira colocada na área de equipamentos elétricos. . Este é o terceiro ano em que a empresa fica entre as "top 15". No ano passado tinha ficado em nono, e em 2014 em décimo lugar.

Veja a lista das 15 empresas mais bem colocadas:

Rank Empresa País Área/Indústria
1 BMW Alemanha Automóveis
2 Dassault Systemes França Software
3 Outotec Finlândia Construção
4 Bank of Australia Austrália Bancos
5 Adidas Alemanha Vestuário
6 Enagas Espanha Gás
7 Danske Bank Dinamarca Bancos
8 StarHub Cingapura Telecomunicações
9 Reckitt Benckiser Reino Unido Produtos domésticos
10 City Developments Cingapura Incorporação
11 Centrica Reino Unido Multi Utilidades
12 Schneider Electric   França Equipamentos elétricos
13 Coca-Cola EUA Bebidas
14 L'Oreal França Uso pessoal
15 Kesko Finlândia Alimento e Varejo

Referência: Exame.com

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O que muda com o acordo de Paris?

Há algumas semanas, 195 países chegaram a um acordo histórico na COP21 de Paris. Todos concordam que o aquecimento global é real e precisa ser combatido. E que para tanto, devemos nos esforçar para manter o aumento da temperatura global abaixo de 1,5 graus comparado com a era pré-industrial.

O planeta, como um todo, terá de diminuir as emissões de carbono significativamente. Mas cada um dos países já mostrou seu plano, e a soma deles não chega nem perto que que é preciso globalmente. Criou-se um fundo para ajudar os países em desenvolvimento a mudar suas matrizes energéticas, e a diminuírem o desmatamento. Serão 100 bilhões de dólares por ano, mas ainda não se sabe como esse dinheiro será gasto.

Ainda que o acordo da COP21 seja um bom ponto de partida, o objetivo segue sendo desafiador. E para que ele seja alcançado, será preciso muito mais do que foi acordado em Paris. Isso porque o acordo não inclui metas nem responsabilidades. E portanto não tem valor legal, apenas político. De qualquer forma, segue um resumo do que temos que alcançar nos próximos 35 anos, sem direito a falhas.

MOBILIDADE: O objetivo acordado exige o fim do uso do petróleo como fonte de energia antes de 2050. Carros deverão usar outro tipo de energia. A tendência é que se desenvolva o carro elétrico, e que se intensifique o uso de biocombustíveis.

ENERGIA: Eletricidade deverá ser gerada a partir de fontes renováveis: hidráulica, eólica, solar, geotérmica e biomassa. O carvão terá de ser abolido, ainda que seja uma fonte de energia muito barata.

INTENSIDADE ENERGÉTICA: Cada um de nós deverá usar menos energia em nosso dia-a-dia. Teremos que ser mais eficientes. Precisaremos de dispositivos mais eficientes, e mais sabedoria no uso de tecnologias mais eficientes.

ECONOMIA CIRCULAR: Será preciso aprendermos a reciclar. Teremos que reciclar muito mais do que fazemos hoje. De carona nesta tendência, seremos forçados a produzir menos lixo. Negócios ligados a reaproveitamento de materiais e recursos terão de prosperar.

MEIO AMBIENTE: Vamos ter que começar a cuidar dele de verdade. Teremos que recompor uma boa parte de nossas florestas. Milhões de hectares ao redor do mundo. Elas capturam o carbono da atmosfera, e portanto são essenciais ao controle do CO2 dentro dos limites necessários para o cumprimento do acordo de Paris.

Há inúmeros outros pontos, mas certamente esses são os principais. É hora de parar de "mimimi" e arregaçarmos as mangas, pois há muito o que se fazer. Cada um de nós pode ajudar no processo de conscientização. Outros, podem dar o exemplo no trato com o lixo e com a energia. Economizar energia e repensar nossos meios de transporte também está ao alcance de todos.

Segue frase de Robert Swan exibida na cerimônia de entrega do Prêmio Eco 2015:

"A maior ameaça ao nosso planeta é a crença
que uma outra pessoa vai salvá-lo"

Temos uma oportunidade de fazer história! E temos também a obrigação de pensarmos em nossos filhos e netos. Em 2050, minha filha caçula será mais nova do que eu sou hoje. E se mantivermos as coisas como estão, ela viverá num planeta apocalíptico. E talvez eu esteja lá pra testemunhar o que minha geração deixou de herança.

Não sou só eu que não quer isso. Nenhum de nós quer. 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Eficiência Energética é a bola da vez

Jeffrey Sachs participou de várias conferências em Paris, apresentando seu olhar sobre a descarbonização do planeta incluído no estudo “Pathways to Deep Decarbonization”, onde explica que o crescimento populacional e econômico do Brasil ampliou o aumento das emissões relacionadas à energia, e destaca que é necessário tomar medidas em curto prazo para alcançar mudanças significativas até 2030.  Uma delas seria a criação de uma legislação para fomentar a adoção de energias renováveis e de eficiência energética.

A Agência Internacional de Energia (IEA) também promoveu várias discussões em Paris, sempre ressaltando a necessidade urgente de se iniciar a transição para um sistema energético sustentável para descolar o crescimento econômico das emissões de gases de efeito de estufa. A IEA, que chama a eficiência energética de “primeiro combustível para a descarbonização”, lançou um relatório sobre esse mercado, no qual reconhece os esforços do governo brasileiro em criar programas de eficiência e linhas de financiamento pelo BNDES. Alerta, porém, que o país tem, pelo menos, três desafios pela frente:
  1. A coordenação e gerenciamento pelo MME de todos os stakeholders (Eletrobras, ANEEL, EPE, distribuidoras, etc) envolvidos na implementação de programas e políticas.
  2. A queda nos financiamentos públicos, criando incertezas para os investidores. Entre eles está o PROCEL, usado para subsidiar preços de eletricidade e não para investimentos em eficiência energética, e o PEE, cujo budget vem sendo reduzido.
  3. A falta de expertise técnica qualificada, que leva tempo de desenvolvimento e amadurecimento.
Quem também aproveitou a COP21 para chamar a atenção para a Eficiência Energética foi a consultoria alemã Fraunhaufer ISI. O estudo “Como a Eficiência Energética corta custos para um futuro de 2°C”, que avaliou vários países, inclusive o Brasil, revela o potencial e as oportunidades para alavancar a Eficiência Energética em transportes, indústria e edifícios no país. Além de barreiras financeiras, eles destacam a falta de informação e a incerteza sobre o retorno entre os principais entraves para o investimento. Mas traz o quadro de economias abaixo, com valores muito relevantes.

Seguem algumas das conclusões sobre o potencial da Eficiência Energética, apresentadas durante esta COP21:
  • Os benefícios da eficiência energética superam os ganhos financeiros, contribuem para a segurança energética, para a produtividade das empresas e para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
  • Cerca de 40% das reduções de emissões necessárias até 2050 para limitar o aumento da temperatura global podem ser alcançadas via eficiência energética.
  • O investimento global em Eficiência Energética desde 1990 evitou a emissão de mais de 870 MtCO2 e reduziu os custos com combustíveis em 550 bilhões de dólares (IEA 2015).
  • O investimento em Eficiência Energética no Brasil pode reduzir os custos líquidos com descarbonização em 13 bilhões de dólares, o que corresponde a 0.32% do PIB do país em 2030.
Referências:
#eficienciaenergetica #mudancasclimaticas #energiasrenovaveis #sustentabilidade #emissoesdeco2 #energyefficiency #climatechange #renewables #sustainability #co2emissions

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Produzir mais energia será mesmo a única resposta?

Quando consideramos os limites do planeta – já reconhecidos pela ciência – fica evidente que devemos buscar formas alternativas de continuar crescendo e produzindo. Nós acreditamos fortemente que a Eficiência Energética é a alternativa mais rápida e mais barata para enfrentar a demanda crescente por energia, sem que a temperatura do planeta aumente mais do que dois graus.

De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a América Latina, é uma das regiões mais vulneráveis aos impactos das mudanças no clima. Por isso, desenvolvemos e levamos para Paris o Panorama Exclusivo “Como a América do Sul enfrentará o Dilema da Energia – uma análise sobre o que os países estão levando para a COP-21”, construído por especialistas de renomadas entidades para analisar, sob o ponto de vista da energia, as INDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas) e as políticas energéticas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru.



Descobrimos, por exemplo, que nesses cinco países existe um potencial de redução do consumo de energia de 20% até 2032, o que pode gerar uma economia de 2.8 trilhões de dólares. E nós deixaríamos de emitir cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2eq na atmosfera. Isso tudo, apenas, por meio de ações de Eficiência Energética.

Como costuma dizer Jean-Pascal Tricoire, o CEO da Schneider Electric, "em relação ao clima, não somos otimistas e nem pessimistas, somos ativistas". Acreditamos que o clima precisa de soluções de negócios, por isso, desenvolvemos tecnologias que reduzem o consumo de energia, monitoram e evitam o desperdício e aumentam a utilização de energias renováveis. Sustentabilidade é o nosso fator crítico de sucesso. Nosso e seu.

Clique aqui e conheça o Panorama na versão português.

#eficienciaenergetica #emissaodeco2 #sustentabilidade #energyefficiency #co2emissions #sustainability