domingo, 11 de julho de 2010

Saldo final da Copa de 2010

ESPANHA CAMPEÃ: justo! É um time técnico, equilibrado, e bem servido na maioria das posições. Ajuda muito o fato do time ter 7 jogadores do mesmo time (Barcelona). Sem dúvida, o time mais entrosado da Copa. É verdade que o time demorou a engrenar, e que não encantou em jogo nenhum. Mas foi sem dúvida mais competente que os rivais.

HOLANDA VICE: não acho que não mereceu. Foi um time que bateu muito! Encenou muito! E jogou pouco. Trouxe um jogador excepcional (Sneijder), mas só. O resto do time é limitado, e o técnico organiza o time de modo covarde. Cansou de fazer gols por acaso (inclusive contra nós), e no erro dos outros.

FORLAN O CRAQUE: justíssimo! Foi decisivo do primeiro ao último jogo. Fez golaço em quase todo jogo. Mortal com a direita e com a esquerda. Carregou o time nas costas. Venceu a mídia, que preferiria um jogador europeu. E fez o gol mais lindo da Copa. O voleio contra a Alemanha elevou o jogador ao nível das grandes estrelas do esporte, que na grande maioria, "não compareceu" ao evento.

COPA NA AFRICA: um sucesso! Infelizmente não estive lá. Na falta de um única reclamação, fica claro que o terceiro mundo também pode organizar um evento desse porte. O que falta na infraestrutura certamente se compensa com sorriso, alegria, e emoção. Sorte deles terem um líder como Nelson Mandela.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

2014 começou hoje e mistério persiste em SP

Estádio, aeroporto e transporte nós ainda não temos. Mas o logotipo já foi apresentado hoje! Eu tenho batido muito na tecla da nossa carência de infraestrutura. Acho que é um problema cultural de nossos governos. Eles não entendem que a infraestrutura é que movimenta o país.

Mas não posso deixar de tocar no assunto do Morumbi. É óbvio que São Paulo tem que ter um papel de destaque na Copa, por ser a maior cidade do país. Mas a verdade é que nós não temos um estádio à altura da cidade. O Morumbi é o maior deles, mas tem problemas gravíssimos de visibilidade por toda parte. Com ingresso a US$450, acho que os turistas vão ficar furiosos se não conseguirem assistir ao espetáculo. Não podemos tapar o sol com a peneira!

Sem entrar no mérito da origem do dinheiro, se público ou privado, o melhor seria demolir o Morumbi, e construir um estádio inteiramente novo no seu lugar. Aliás, o mesmo vale para o Maracanã e o Mineirão. O orçamento para a reforma do Maracanã (US$ 500 milhões) é parecido com o custo integral de construção do Soccer City. Com reforma em cima de reforma, o Maracanã será o estádio mais caro do mundo.

Mas o Morumbi é privado. E o São Paulo, mesmo sendo o mais bem administrado clube do país, não tem como bancar um estádio FIFA desse porte. Não sei como esse imbrólio vai terminar, mas uma coisa é certa: nós, paulistas, teremos um grande estádio. O Palestra comeca a ser reformado amanhã, independente da Copa. Terá todo o comforto, e o tamanho certo. Pra sorte dos palmeirenses.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Porcaria essa tal de caixinha de surpresas

Eu acho que foi um tremendo azar!

O jogo poderia ter acabado no primeiro tempo, não fosse um árbitro horroroso. Os holandeses foram violentos, mas não foram punidos. Encenaram absurdamente, e o juiz várias vezes caiu na deles.

No segundo tempo, um gol acidental desestabilizou o time. Caimos de produção, mas os caras não criaram nada. Acharam um segundo gol em bola parada, meio no susto. O Brasil perdeu o volante que personifica o Dunga em campo por falta de equilíbrio emocional.

Mas o time corria e lutava, mesmo com 1 a menos. Com o tempo passando, os zagueiros começaram a ir pra cima, e só aí a Holanda passou a dominar o jogo. Mesmo assim, eles foram dar o primeiro chute a gol aos 37 do segundo tempo. E com a zaga deseperada lá na frente pra empatar, eles perderam chances de humilhar o Brasil. Se fosse o time do Equador do outro lado, eles tinham enfiado 5 na gente. Mas os holandeses são muito perna dura.

Não vi nada na Holanda. O Brasil perdeu sozinho, por azar, prejudicado por um juiz incapaz, para um time de segunda classe. Mas perdemos lutando, coração na ponta das chuteira, e isso ameniza a nossa dor.

Bom para Argentina, Alemanha e Espanha. Um deles vai pegar baba na final.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Copa do Mundo faz do Brasil uma festa

Em época de Copa do Mundo, o Brasil se transforma. Um orgulho nacional surge do que resta de patriotismo dentro de cada um de nós. Carros se enfeitam de verde-amarelo, pessoas desfilam com a "canarinho" pra cima e pra baixo. Até casas e escritorios são enfeitados para a festa. Bandeiras, muitas bandeiras.

Mas o principal é que o espírito é de respeito e civilidade, apesar de toda a festa. Que pena que, depois disso tudo, as pessoas voltam ao normal e ninguém mais vai dar a mínima para o país. Nosso país precisa que um pouco dessa brasilidade sobre pra depois da Copa, quem sabe até pra depois das eleições.

Que um pouco dessa vontade de pular e abraçar substitua a vontade de burlar e enganar, também chamada de "jeitinho", que contamina a nossa sociedade.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Funcionalismo nos EUA e no Brasil

No final de um vôo de Boston para Atlanta, anteontem, um dos comissários mencionou a presença de um recruta a bordo, a caminho do Oriente Médio. E o avião inteiro aplaudiu o "herói". Menos eu.

São duas razões: Eu já acho exagerado a o status de estrela que eles dão para os veteranos de guerra. Um recruta, certamente merece menos bajulação ainda. Como virtude, na maioria das vezes, eles tem apenas a coragem. A segunda razão e que eu nao aprovo essa "guerra", nem nenhuma outra. Não acho saudavel um pais invadir o outro, seja qual for o proposito. Dentro dos EUA, se respeita a propriedade. Fora, eles são os primeiros a ignorar até mesmo os direitos humanos.

Mas daqui, da interminável fila pra renovar meu passaporte na Policia Federal em São Paulo, dá pra perceber a enorme diferença do servidor brasileiro e do americano. Eles claramente tem o espírito de servir a pátria, custe o que custar. Por aqui, só interessa mesmo criar dificuldade pra vender facilidade.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sul-americanos começam melhor a Copa

A Copa começou bem morna, com pouquíssimos gols, e times se armando para não perder. Vários times europeus fizeram isso, se deram mal. Tudo porque a falta de gols não apenas irrita os torcedores, mas também é muito ruim nos critérios de desempate.

Exemplos foram a França, que segue invicta (não marcou um gol ainda), e a Inglaterra. Os "bleus" em sérios apuros. Os "brits" numa tremenda saia justa. Quem jogou pra frente, como Uruguai, Chile e Argentina, levou vantagem. Os EUA, surpreendentemente, também jogaram pra frente, e dependem só de si contra um adversário teoricamente fraco, a Argélia.

Dentre os favoritos, a Alemanha fez uma bela estréia, mas já deixou a chama apagar. A Espanha, a sensação do momento, parece não ter a consistência que dizem (tomara!). A Itália, a atual campeã, mereceu perder do Paraguai. Dos times europeus, talvez a melhor tenha sido a Holanda, que carrega a fama de tropeçar na hora "H".

Não gostei do Brasil, mas os concorrentes estão mal das pernas. Se a Argentina não embalar, temos razoáveis chances. Outra coisa que pode acontecer nesta Copa, pelo cheiro da brilhantina, é uma grande surpresa, como Holanda, Uruguai ou Paraguai. O futebol está muito nivelado, e esses países estão bem armados. Mas sem dúvida, a América do Sul começou bem melhor que a Europa. E não vi nada de bom vindo da Africa por enquanto.

Os "kiwis" estão ligados na Africa

Quando eu entrei no avião, na última sexta-feira, eu tinha dúvidas se seria possível assistir ao jogo do Brasil na Copa durante minha viagem à Nova Zelândia. A dúvida persistiu durante todas as "longas" horas de vôo, pois eu já estava com o coração na Africa.

Na primeira escala, em São Francisco, vi alguns flashes dos jogos do primeiro dia, em TVs espalhadas pelo aeroporto. E via Internet, li todos os comentários e análises. Entrei então no longo vôo de 13 horas até Auckland. E quando cheguei à cidade, não demorei muito para perceber que a paixão dos neo-zelandeses é o rugbi e os "All Blacks", como eles chamam a seleção nacional do esporte. Tudo porque o país vai sediar a Copa do Mundo do esporte, no ano que vem.

Mas ao chegar no hotel, às 6:30 da manhã de domingo, dou de cara com uma transmissão ao vivo, no bar do hotel. Aliás, ali foram transmitidos todos os jogos (foto ao lado mostra o cartaz no elevador). Bares e restaurantes da cidade se equiparam e brigam com promoções para atrair os torcedores.

Com o empate contra a Eslováquia, na terça-feira, um certo zagueiro virou herói nacional. Esqueci seu nome, mas o jogador dos "All Whites" (sim, a seleção de futebol é diferente da de rugby) foi manchete de todos os jornais e programas esportivos.

E quando eu deixei o país, menos de uma semana depois, os "kiwis" (como eles mesmos se chamam) se enchiam de esperanças para o confronto contra a Itália, no domingo. Eles já estão achando que tudo é possível.