sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Eficiência Energética gerando impacto exemplar
De qualquer forma, a operação Brasil da Schneider segue gerando cerca de 170 vezes mais economia de kWh do que o seu consumo total de energia, incluindo todas as plantas industriais no país. A economia gerada equivale ao consumo de quase 1,1 milhão de residências, ou mais que todo o consumo de todo o Estado de Tocantins.
Isso acontece graças a um extenso portfólio de produtos e serviços que geram resultados mensuráveis de eficiência energética, junto com uma clara tendência de busca por ganhos de eficiência. São variadores de velocidade, medidores, sistemas de gerenciamento energético, bancos de capacitores, sistemas de controle e automação, e muitos outros.
Tudo isso está consolidado no Placar da Eficiência, que mostra também uma redução nas emissões de 261.900 toneladas de CO2, equivalente ao consumo de aproximadamente 12 milhões de árvores, ou às emissões de uma frota de 100 mil carros populares.
Trata-se, sem dúvida, de um impacto positivo bastante relevante para o país e, que contribuirá muito para que alcancemos o compromisso estabelecido na COP21 de ganhos de eficiência de 10% do consumo nacional.
# sustentabilidade #sustainability #eficienciaenergetica #energyefficiency #reducaoemissoes #CO2mitigation #emissoesCO2 #carbonemissions
quarta-feira, 1 de junho de 2016
O futuro do Brasil
#brasil #futuro #politicaspublicas
#brazil #future #publicpolicies
terça-feira, 19 de abril de 2016
A difícil escolha entre o hoje e o amanhã
E sem investimento, não cresceremos.
#investimentos #poupanca #orcamento
#investments #savings #budgets
segunda-feira, 28 de março de 2016
Os vilões da conta de energia continuam a agir
Em 2012, o governo promulgou a Medida Provisória 579 prometendo reduzir em 20% a conta de luz. Fez isso de uma forma artificial que se provou insustentável. Em 2014, ano eleitoral, o Tesouro aportou R$ 11,8 bilhões para subsidiar certas classes de produtores e consumidores até então bancados pela conta de luz dos demais consumidores. Sem esse subsídio, a carga de tributos e encargos sobre a conta de luz teria sido de 51%.
O maior tributo de nossas contas de energia é o ICMS, responsável por 17,8% do total da conta, ou mais de 44% do total de impostos e encargos. Hoje a maior parte da arrecadação do ICMS fica com o Estado produtor, o que torna esse tributo o principal alvo da guerra fiscal entre Estados. Uma solução para este problema só virá com a mudança dessa lógica do ICMS, deslocando a destinação das receitas aos “Estados-destino”, o que tornaria a tributação mais equânime e eficiente.
O segundo tributo mais pesado é o PIS/Cofins, que representa cerca de 10,7% da conta de luz, ou mais de 26% do total de impostos e encargos. Já foi cerca de metade disso até 2003, quando o governo promoveu as mudanças que elevaram a cobrança aos patamares de hoje.
O que se viu nos últimos anos, foi um aumento dos tributos federais (de ~7% para ~14%), e uma redução dos encargos setoriais (que já tiveram pico de ~11% e cairam para 5,6%). Dentre esses, dois encargos se destacam: a Reserva Global de Reversão (RGR) e a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Ambos foram eliminados em 2013, mas seus custos foram transferidos para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que supostamente deveria contar com recursos do Tesouro, mas que, desde 2015, não conta mais.
A altíssima carga tributária sobre o setor elétrico penaliza as camadas de baixa renda, seja pelo seu próprio consumo, seja pela energia consumida na produção dos bens que adquirem. Mas há pouca chance disso ser corrigido antes das contas públicas sairem do vermelho.
terça-feira, 15 de março de 2016
O planeta já aqueceu 1,5 graus
A prova disso é que, em fevereiro, o planeta esteve 1,5 graus mais quente do que na época pré-industrial. Esse valor foi definido como o limite desejável no acordo da COP21, e faz parte do texto assinado por quase todos os países do mundo. Mas ele já foi.
Vejam só a sequência de recordes negativos e notícias ruins dos últimos seis meses:
- Em agosto do ano passado, já tínhamos consumido a cota do ano de recursos do planeta. Link: https://ecowatch.com/2015/08/16/earth-overshoot-day/
- Em novembro, atingimos a marca de 400 ppm de CO2 na atmosfera. Link: http://www.climatecentral.org/news/co2-400-ppm-global-record-18965
- Um estudo patrocinado pela NASA já acha que a civilização humana pode entrar em colapso nas próximas décadas. Link: http://www.theguardian.com/environment/earth-insight/2014/mar/14/nasa-civilisation-irreversible-collapse-study-scientists
- E agora, mais um recorde: fevereiro é o mês mais quente da história. Link: http://blog.observatoriodoclima.eco.br/?p=2657
#sustainability #globalwarming #climatechange #carbonemissions
#sustentabilidade #aquecimentoglobal #mudancasclimaticas #emissoesdeco2
quinta-feira, 10 de março de 2016
O PIB é uma boa forma de medir um país?
Como eu, muitos acham que o PIB não é uma boa medida do crescimento de um país. Tão importante quanto atingir um objetivo, é a forma como isso é feito. O PIB mede os “fins”, mas ignora os “meios”. E os fins não justificam os meios.
Há alguns anos, o presidente Sarkozy, encomendou um estudo para tratar do tema, alegando que não mudaremos nosso comportamento enquanto não for alterada a forma como medimos nosso desempenho.
Um outro centro criou o IDH (Indice de Desenvolvimento Humano), que é melhor, porque inclui indicadores sociais, mas também tem suas falhas.
O fato é que um novo índice deve incluir todos os tipos de “riqueza gerada por uma nação”, e não apenas produtos e serviços, como é feito no cálculo do PIB tradicional.
Ora, educar uma criança não é gerar riqueza? Ou devemos medir apenas o número de cadernos (ou lápis) produzidos?
Eu sei que o PIB ainda é representa uma razoável aproximação da riqueza gerada por uma nação. Mas os erros dessa medição vão crescer rapidamente se não passarmos a computar a forma como essa riqueza financeira foi gerada.
Por exemplo: faz muita diferença produzir energia a partir de carvão, ou a partir do vento. O mesmo kWh não pode ter o mesmo valor. Não pode ser medido apenas em kWh.
O “lixo” acumulado pela atividade econômica tradicional é uma espécie de “depreciação” dos ativos desta sociedade. Esse “lixo” inclui o CO2 emitido na atmosfera, os rejeitos (às vezes tóxicos) depositados em lixões, silos ou represas, e a devastação de nosso meio-ambiente por diversas formas. Eu também acho que deve incluir os impactos da escravização de pessoas (boa pauta para uma longa discussão!). E como sabemos, incluirá, mas dia, menos dia, os custos da corrupção.
No mundo da sustentabilidade, todas essas formas de “lixo” são chamadas de externalidades. O custo dessas externalidades vai aparecer um dia. E por isso, sou a favor que comece a entrar na conta desde já, pois está sendo gerado agora.
O PIB de todos os países ignora tudo isso. Os balanços da maioria das empresas também. Ao meu ver, chegou a hora de começarmos a fazer provisões pra pagar essa conta.
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Impacto positivo da Schneider aumenta no Brasil
Isso acontece graças a um extenso portfólio de produtos e serviços que geram resultados mensuráveis de eficiência energética, junto com uma clara tendência de busca por ganhos de eficiência. São variadores de velocidade, medidores, sistemas de gerenciamento energético, bancos de capacitores, sistemas de controle e automação, e muitos outros. Tudo isso está consolidado no nosso Placar da Eficiência.
Mesmo num cenário de recessão, o impacto positivo da empresa teve um avanço de 6,1% em relação ao ano anterior, e equivale ao consumo de quase 1,1 milhão de residências, ou mais que todo o consumo de todo o Estado de Tocantins.
É muito gratificante perceber que nossa presença é tão relevante para o país, e ainda contribui tanto para o combate ao aquecimento global. O consumo evitado representa cerca de 265 mil toneladas de CO2 a menos na atmosfera, ou o volume de emissões de 100 mil carros populares.
Como uma árvore adulta consome 22 kg de CO2 por ano, estamos nos sentindo como se tivéssemos plantado 12 milhões de árvores. Mais de 3.000 árvores para cada um dos nossos colaboradores. Ou mais de 8 árvores por dia, pra cada um de nós.
Essas sensação não tem preço e nos dá motivação extra pra continuar o trabalho, aumentando ainda mais o impacto em 2016.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
Quem vai pagar a conta da corrupção?
#corrupcao #quempagaaconta #custodacorrupcao
#corruption #whopaysthecost #costofcorruption
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Cenários de emissões de CO2 e seus impactos
Yoichi Kaya e uma equipe de engenheiros especialistas da Tokyo University escreveram a equação abaixo, para projetar o crescimento das emissões de CO2 produzido pelo homem, e seu impacto no meio-ambiente. Trata-se de uma fórmula simples que usa índices comuns do nosso dia-a-dia (aqueles que o William Bonner menciona no JN diariamente).
Veja a equação de Kaya e algumas premissas básicas:
Como a geração de energia é o que mais impacta as emissões, a fórmula deixa de lado impactos pontuais ou regionais como queimadas ou desmatamento. Esta premissa é válida, pois quando pensamos nas emissões de CO2 no planeta como um todo, o que importa mesmo é a geração e uso de energia. Ao decompor o impacto das quatro variáveis acima, Kaya nos permite projetar cenários de forma simples. Eu até fiz isso em uma planilha Excel, que você pode baixar aqui.
A primeira variável é a população. Mais gente exige mais geração de energia, mais produção de alimentos, e mais consumo de recursos em geral. A população da Terra é de 7 bilhões atualmente, e atingirá 9 bilhões de pessoas no meio do século. Esse crescimento, da ordem de 0,9% ao ano, exercerá grande pressão sobre o meio-ambiente.
A segunda variável é a renda per capita (produção de riqueza por habitante), que normalmente é ligada ao padrão de vida das pessoas, e que cresce mais de 2% ao ano (média mundial). Um cidadão americano consome muito mais do que um africano, por exemplo. E obviamente, trazer todos a um padrão de vida americano ou europeu significaria um volume gigante de CO2 na atmosfera. Esta variável é estratégica para países pobres ou em desenvolvimento, que querem ter o direito de “enriquecer” a sua população, o que significa aumentar emissões. Dos países da América do Sul, Argentina, Colômbia e Peru manifestaram isso em suas INDCs.
A terceira variável é a intensidade energética, ou seja, quando a sociedade precisa de energia para produzir riqueza. A chave aqui é usar menos energia, ser mais eficiente. Vários países declararam que incentivarão ações de eficiência energética, dentre eles Brasil, Argentina e Colômbia. Mas esta variável deve considerar também as mudanças de nossa economia, em clara transição para um formato mais “digital”. Há cenários em que a intensidade energética cairá até 2,8% ao ano até 2040.
E a última variável, é a intensidade de carbono na matriz energética. Obviamente, quem quiser melhorar essa variável terá de aumentar o uso de energias renováveis e diminuir o uso de combustíveis fósseis. Não há outras formas de diminuir a intensidade de carbono. A California decidiu que estará livre de carbono até 2050. Mas isso não acontecerá em toda parte. As previsões mais otimistas falam em redução da intensidade de carbono a uma taxa de 2,3% ao ano.
A China, se comprometeu a reduzir em 60% a intensidade de carbono na sua economia (que é o resultado do produto das variáveis 3 e 4). Mas é importante esclarecer que, se as demais variáveis não foram gerenciadas, é possível que as emissões chinesas aumentem assim mesmo. Como a China, o Chile prometeu reduzir 30% as emissões por unidade do PIB. Mas estabeleceu condições mínimas de crescimento econômico para este compromisso.
Outros países, como EUA, Europa e Brasil, se comprometeram a reduzir as emissões totais (que é o que importa) e não apenas algumas variáveis da equação. Os EUA se comprometeu em reduzir 26% suas emissões até 2025 (abaixo dos níveis de 2005). O Brasil prometeu reduzir 37%, com grande parte vindo da promessa de acabar com o desmatamento ilegal. Mas a maior contribuição virá mesmo da Europa, que prometeu reduzir 40% suas emissões em comparação com valores de 1990.
Como um todo, o mundo precisa alcançar o Cenário 450 da Agência Internacional de Energia, que estabelece 450 ppm como a concentração máxima de CO2 na atmosfera para limitarmos o aquecimento global em 2o Celsius. Olhando a equação, parece claro que se queremos zerar as emissões, temos que zerar pelo menos uma das variáveis. Mas não vamos eliminar a população da Terra, nem parar de comer ou de ir trabalhar.
Com isso, nos restam apenas as duas últimas variáveis. E portanto dois caminhos: eficiência energética e energias renováveis. Temos que gastar menos energia. E temos que produzir energia de forma mais limpa. E pelas projeções que você mesmo poderá fazer (baixando a planilha de simulação), é bom começarmos já.
#eficienciaenergetica #emissaodecarbono #energiasrenovaveis #mudancasclimaticas #pegadadecarbono #sustentabilidade #energyefficiency #carbonemissions #renewableenergy #climatechange #carbonfootprint #sustainability
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
A ligação entre inovação e economia circular
Esse é o ponto principal deste post.
Desde a revolução industrial, a humanidade tem se aproveitado dos recursos naturais para melhorar seu padrão de vida. Mas estes recursos estão ficando escassos e caros, e parece que chegou a hora de começarmos a fazer algo maravilhoso, como gostava Steve Jobs. Na COP21 em Paris, falou-se muito sobre redução das emissões de CO2. Mas outro ponto tão ou mais importante, é a necessidade de criação de uma economia circular.
Numa economia circular, o crescimento econômico não se dá pela extração e do consumo de recursos escassos, e sim ao se fazer os recursos existentes serem produtivos o máximo possível. Em outras palavras, significa mudar a forma de usar as matérias-primas, reduzir o lixo alimentar e eletrônico, desenvolver novas técnicas de reciclagem, criar novos materiais de construção e formas de usar os antigos, e criar novas fontes de energia a partir do lixo.
Ao usar uma cadeia de suprimentos circular, processos como desenho de produtos e gestão de resíduos se tornarão mais eficientes e produtivos. A seguir, listamos 3 formas clássicas para se começar esta jornada:
- Pratique mais reciclagem. Há produtos que podem ser reciclados indefinidamente, como vidro, aço, alumínio e cobre. Outros, como papel e plásticos, se deterioram a cada reciclagem. Priorize os primeiros.
- Alugue, ao invés de vender. A reciclagem, por melhor que seja, depende do usuário final para funcionar. Ao vender o uso dos produtos, no lugar dos próprios produtos, as empresas mantém a propriedade dos produtos durante toda sua vida útil, o que lhes permite reformar ou reciclá-los para uso novamente.
- Crie formas de aumentar o uso dos produtos. Ao invés de jogá-los fora, reforme-os e aumente sua vida útil. Existem mercados para produtos reformados que podem ser vendidos a preços mais baixos.
#circulareconomy #climatechange #sustainability
#economiacircular #mudancasclimaticas #sustentabilidade
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Schneider é escolhida a 12a empresa mais sustentável do mundo
A publicação seleciona empresas de todos os setores com base em 12 indicadores principais. São eles: energia, emissões de carbono, consumo de água, resíduos sólidos, capacidade de inovação, pagamentos de impostos, a relação entre o salário médio do trabalhador e o do CEO, planos de previdência corporativos, segurança do trabalho, percentual de mulheres na gestão e o chamado "bônus por desempenho". Este último quesito procura identificar se a remuneração dos executivos está, de alguma forma, atrelada ao desempenho de sustentabilidade empresarial. Para a publicação, esse tipo de bonificação ajuda a estimular as boas práticas.
Quem lidera a lista de 2016 é a BMW, que estava em sexto lugar no ano passado. A empresa marcou mais de 80 por cento nos 12 principais indicadores, com performances notáveis nas áreas de energia, resíduos e redução no uso de água, além de uma nota máxima em "bônus por desempenho".
A Schneider Electric foi apontada como a 12a empresa mais sustentável do mundo, e mais uma vez, foi a primeira colocada na área de equipamentos elétricos. . Este é o terceiro ano em que a empresa fica entre as "top 15". No ano passado tinha ficado em nono, e em 2014 em décimo lugar.
Veja a lista das 15 empresas mais bem colocadas:
| Rank | Empresa | País | Área/Indústria |
| 1 | BMW | Alemanha | Automóveis |
| 2 | Dassault Systemes | França | Software |
| 3 | Outotec | Finlândia | Construção |
| 4 | Bank of Australia | Austrália | Bancos |
| 5 | Adidas | Alemanha | Vestuário |
| 6 | Enagas | Espanha | Gás |
| 7 | Danske Bank | Dinamarca | Bancos |
| 8 | StarHub | Cingapura | Telecomunicações |
| 9 | Reckitt Benckiser | Reino Unido | Produtos domésticos |
| 10 | City Developments | Cingapura | Incorporação |
| 11 | Centrica | Reino Unido | Multi Utilidades |
| 12 | Schneider Electric | França | Equipamentos elétricos |
| 13 | Coca-Cola | EUA | Bebidas |
| 14 | L'Oreal | França | Uso pessoal |
| 15 | Kesko | Finlândia | Alimento e Varejo |
Referência: Exame.com
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
O que muda com o acordo de Paris?
O planeta, como um todo, terá de diminuir as emissões de carbono significativamente. Mas cada um dos países já mostrou seu plano, e a soma deles não chega nem perto que que é preciso globalmente. Criou-se um fundo para ajudar os países em desenvolvimento a mudar suas matrizes energéticas, e a diminuírem o desmatamento. Serão 100 bilhões de dólares por ano, mas ainda não se sabe como esse dinheiro será gasto.
Ainda que o acordo da COP21 seja um bom ponto de partida, o objetivo segue sendo desafiador. E para que ele seja alcançado, será preciso muito mais do que foi acordado em Paris. Isso porque o acordo não inclui metas nem responsabilidades. E portanto não tem valor legal, apenas político. De qualquer forma, segue um resumo do que temos que alcançar nos próximos 35 anos, sem direito a falhas.
MOBILIDADE: O objetivo acordado exige o fim do uso do petróleo como fonte de energia antes de 2050. Carros deverão usar outro tipo de energia. A tendência é que se desenvolva o carro elétrico, e que se intensifique o uso de biocombustíveis.
ENERGIA: Eletricidade deverá ser gerada a partir de fontes renováveis: hidráulica, eólica, solar, geotérmica e biomassa. O carvão terá de ser abolido, ainda que seja uma fonte de energia muito barata.
INTENSIDADE ENERGÉTICA: Cada um de nós deverá usar menos energia em nosso dia-a-dia. Teremos que ser mais eficientes. Precisaremos de dispositivos mais eficientes, e mais sabedoria no uso de tecnologias mais eficientes.
ECONOMIA CIRCULAR: Será preciso aprendermos a reciclar. Teremos que reciclar muito mais do que fazemos hoje. De carona nesta tendência, seremos forçados a produzir menos lixo. Negócios ligados a reaproveitamento de materiais e recursos terão de prosperar.
MEIO AMBIENTE: Vamos ter que começar a cuidar dele de verdade. Teremos que recompor uma boa parte de nossas florestas. Milhões de hectares ao redor do mundo. Elas capturam o carbono da atmosfera, e portanto são essenciais ao controle do CO2 dentro dos limites necessários para o cumprimento do acordo de Paris.
Há inúmeros outros pontos, mas certamente esses são os principais. É hora de parar de "mimimi" e arregaçarmos as mangas, pois há muito o que se fazer. Cada um de nós pode ajudar no processo de conscientização. Outros, podem dar o exemplo no trato com o lixo e com a energia. Economizar energia e repensar nossos meios de transporte também está ao alcance de todos.
Segue frase de Robert Swan exibida na cerimônia de entrega do Prêmio Eco 2015:
que uma outra pessoa vai salvá-lo"
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Eficiência Energética é a bola da vez
A Agência Internacional de Energia (IEA) também promoveu várias discussões em Paris, sempre ressaltando a necessidade urgente de se iniciar a transição para um sistema energético sustentável para descolar o crescimento econômico das emissões de gases de efeito de estufa. A IEA, que chama a eficiência energética de “primeiro combustível para a descarbonização”, lançou um relatório sobre esse mercado, no qual reconhece os esforços do governo brasileiro em criar programas de eficiência e linhas de financiamento pelo BNDES. Alerta, porém, que o país tem, pelo menos, três desafios pela frente:
- A coordenação e gerenciamento pelo MME de todos os stakeholders (Eletrobras, ANEEL, EPE, distribuidoras, etc) envolvidos na implementação de programas e políticas.
- A queda nos financiamentos públicos, criando incertezas para os investidores. Entre eles está o PROCEL, usado para subsidiar preços de eletricidade e não para investimentos em eficiência energética, e o PEE, cujo budget vem sendo reduzido.
- A falta de expertise técnica qualificada, que leva tempo de desenvolvimento e amadurecimento.
Seguem algumas das conclusões sobre o potencial da Eficiência Energética, apresentadas durante esta COP21:
- Os benefícios da eficiência energética superam os ganhos financeiros, contribuem para a segurança energética, para a produtividade das empresas e para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
- Cerca de 40% das reduções de emissões necessárias até 2050 para limitar o aumento da temperatura global podem ser alcançadas via eficiência energética.
- O investimento global em Eficiência Energética desde 1990 evitou a emissão de mais de 870 MtCO2 e reduziu os custos com combustíveis em 550 bilhões de dólares (IEA 2015).
- O investimento em Eficiência Energética no Brasil pode reduzir os custos líquidos com descarbonização em 13 bilhões de dólares, o que corresponde a 0.32% do PIB do país em 2030.
- Pathways to Deep Decarbonization (Sustainable Development Solutions Network)
- Energy Efficiency Market Report 2015 (Agência Internacional de Energia)
- How Energy Efficiency cuts costs for a 2-degree future (Fraunhaufer ISI)
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Produzir mais energia será mesmo a única resposta?
De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a América Latina, é uma das regiões mais vulneráveis aos impactos das mudanças no clima. Por isso, desenvolvemos e levamos para Paris o Panorama Exclusivo “Como a América do Sul enfrentará o Dilema da Energia – uma análise sobre o que os países estão levando para a COP-21”, construído por especialistas de renomadas entidades para analisar, sob o ponto de vista da energia, as INDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas) e as políticas energéticas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru.
Descobrimos, por exemplo, que nesses cinco países existe um potencial de redução do consumo de energia de 20% até 2032, o que pode gerar uma economia de 2.8 trilhões de dólares. E nós deixaríamos de emitir cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2eq na atmosfera. Isso tudo, apenas, por meio de ações de Eficiência Energética.
Como costuma dizer Jean-Pascal Tricoire, o CEO da Schneider Electric, "em relação ao clima, não somos otimistas e nem pessimistas, somos ativistas". Acreditamos que o clima precisa de soluções de negócios, por isso, desenvolvemos tecnologias que reduzem o consumo de energia, monitoram e evitam o desperdício e aumentam a utilização de energias renováveis. Sustentabilidade é o nosso fator crítico de sucesso. Nosso e seu.
Clique aqui e conheça o Panorama na versão português.
#eficienciaenergetica #emissaodeco2 #sustentabilidade #energyefficiency #co2emissions #sustainability
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Schneider já evitou emissão de 250 mil toneladas de CO2 este ano
O Placar da Eficiência calcula o quanto os clientes da Schneider Electric Brasil economizam de energia (em kWh), quanto deixam de emitir de CO2, e o resultado financeiro dessas economias. Para o cálculo, são considerados os produtos em operação, e os serviços prestados a nossos clientes. Nesta primeira fase, o Placar da Eficiência computa apenas o impacto positivo dos produtos que tem efeito direto na eficiência energética dos clientes da Schneider.
A se manter o ritmo atual, o volume de CO2 evitado será o equivalente ao consumo anual de cerca de 100 mil veículos. Em volume de energia, a economia já ultrapassou 1.862.000 MWh o que equivale ao consumo de mais de 1 milhão de residências no período.
#pegadadecarbono #eficienciaenergetica #emissaodeco2 #sustentabilidade #carbonfootprint #energyefficiency #co2emissions #sustainability
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Demanda por eficiência energética cresce mais que mercado de energia
A energia foi um dos temas discutidos ontem na Conferência do Clima da ONU, a CoP-21, em Paris. Para a Schneider, que desenvolve softwares para economia de energia e sistemas conectados para controlar o consumo, além de “redes inteligentes”, a maior demanda por eficiência energética amplia a perspectivas de negócios. Ainda mais considerando-se que há muito desperdício. “Hoje, uma rede elétrica, em qualquer país do mundo, trabalha com menos de 50% d e sua capacidade durante mais d a metade do tempo. É muito ineficaz”, diz o CEO.
Além das mudanças climáticas, Tricoire vê outro motivo que leva empresas a investir na eficiência energética: redução de custos, em especial em tempos de crise. As empresas, segundo ele, estão conscientes da necessidade de se adaptar às mudanças climáticas. “Isso permite reduzir os riscos dos negócios, integrar as consequências financeiras das emissões de carbono e reduzir os custos da fatura de energia”, afirma.
Os fornecedores da Schneider, diz Tricoire, precisam agora informar sua “pegada de carbono” (suas emissões de gases do efeito estufa). O grupo francês assumiu o compromisso junto a seus clientes de fornecer, no futuro, a performance de carbono de seus produtos e a calcular o impacto das emissões de grandes projetos.
Tricoire defende a existência de um preço do carbono “previsível e coordenado em nível mundial”, para evitar diferenças de competitividade entre países. Isso permitiria “acelerar de maneira considerável” o movimento das empresas de reduzir as emissões de CO2.
A Schneider diz que vai investir 10 bilhões de euros nos próximos dez anos em pesquisas de desenvolvimento de novos produtos para elevar a eficiência energética. Para Tricoire, um dos principais problemas enfrentados pelas empresas para reduzir o consumo de energia é “o desconhecimento das tecnologias existentes”.
No Brasil, o movimento das empresas por maior eficiência energética utilizando tecnologias e sistemas conectados ainda é muito incipiente, diz Tania Cosentino, presidente da Schneider Electric no Brasil. “Elas colocam lâmpadas LED, mas deixam o andar inteiro aceso mesmo sem necessidade” exemplifica, para ilustrar que as mudanças ainda são superficiais.
Publicado no Valor Econômico em 08/dez/2015.
#pegadadecarbono #eficienciaenergetica #precificacaodocarbono #sustentabilidade
#carbonfootpring #energyefficiency #carbonpricing #sustainability
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Sachs e Cohen dizem qual é o caminho
Steve Cohen, diretor executivo do The Earth Institute, da Columbia University, diz que a mudança no clima é uma questão importante, mas não é a única. Há também a questão de alimentos, pobreza, urbanização, conflitos, etc. Ele está absolutamente alinhado à visão da Schneider de que o combate ao aquecimento global não será efetivo sem atacarmos o problema do sub-desenvolvimento ao redor do mundo.
“Provavelmente vamos errar esse alvo, mas possivelmente não muito”, ao comentar a meta de limitar o aquecimento a 2 graus Celsius. Ele é otimista de que encontraremos uma energia limpa para abastecer a economia mundial, e acrescenta que “não vamos nos livrar dos combustíveis fósseis até que surja algo melhor”.
Segundo ele, qualquer política que proíba seu uso, estará fadada ao fracasso. “Primeiro há que encontrar meios eficientes de usar a energia”, diz Cohen, que ainda acrescenta que “um terço da eletricidade gerada se perde na transmissão”.
Me parece uma clara apologia à eficiência energética e à geração distribuída. Cohen comanda 800 funcionários (entre eles 37 professores e pesquisadores) e um orçamento de US$ 140 milhões dedicado a temas ambientais.
E o que dizer de Jeffrey Sachs? Ele vê os países negociando boas intenções, mas ainda longe da descarbonização. Segundo os cientistas, a estabilização do clima requer uma completa descarbonização de nossos sistemas de energia e emissões líquidas zero de gases de efeito estufa em 2070.
O problema é que usinas térmicas a gás (em substituição ao carvão) e carros híbridos mais eficientes não chegam nem perto de garantir emissões zero até 2070. Segundo Sachs, nós precisamos emitir 50 g/kWh em 2050, e não 500! Precisamos de veículos com emissão zero (e não veículos mais eficientes), principalmente porque o número de veículos deve dobrar até o meio do século.
A descarbonização exige muito mais que gás natural e veículos mais eficientes. É preciso eletricidade de carbono zero e veículos elétricos abastecidos a partir de uma rede elétrica de carbono zero. Esta transformação mais profunda, diferente das fáceis sugestões apresentadas pela maioria dos políticos, é o único caminho para a segurança climática (aquecimento abaixo do limite de 2º C).
"Ao buscamos a mudança de carvão para gás, ou simplesmente veículos mais eficientes, nós corremos o risco que nos colocar numa armadilha de alto carbono", garante Sachs.
Sachs e Cohen estão nos dizendo qual é o caminho. É bom ouvirmos esses dois senhores!
Referências:
#climatechange #sustainability #energyefficiency#mudancasclimaticas #sustentabilidade #eficienciaenergetica
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Brasil lidera preocupação com aquecimento global
O Brasil lidera o ranking de apreensão. O aquecimento global é visto como um problema muito sério por 86% dos brasileiros. E 88% dos entrevistados no Brasil são a favor de medidas para contê-lo. A maioria da opinião pública brasileira diverge da posição do governo sobre quem deve arcar com os custos de combate ao aquecimento global. O governo brasileiro defende o princípio da responsabilidade comum mas diferenciada, pelo qual as nações desenvolvidas devem responder por uma parcela maior dos custos. Essa posição é apoiada por apenas 37% dos 45 mil entrevistados em 40 países.
A pesquisa mostra que os maiores níveis de apreensão são registrados na América Latina (63%) e na África (61%), o que se deve à percepção de que o entrevistado pode ser pessoalmente afetado pela mudança climática, mais acentuada nos países em desenvolvimento, e onde já mais pessoas em situação de vulnerabilidade. Na Europa apenas 27% estão preocupados com os efeitos do fenômeno em suas vidas, índice semelhante ao registrado nos EUA.
Ainda assim, os europeus registram o mais elevado nível de apoio à adoção de compromissos por seus governos para limitar a emissão de gases de efeito estufa, com índice de 87%.
Fonte: What the world thinks about climate change in 7 charts
domingo, 22 de novembro de 2015
Hora de fazer a lição de casa
Sabendo que uma parcela significativa da nossa geração de energia vem da água, a constatação não deve surpreender ninguém. O que os cientistas constataram nos supercomputadores do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) é algo que a maioria dos brasileiros poderiam intuir com naturalidade. A grande questão agora passa a ser: como vamos reagir a essa nova manchete?
Antes de sair propondo soluções, é importante destacar que a nossa produção agrícola será afetada. Segundo o estudo, haverá uma redução na área cultivável de até 39,3%, no pior cenário. A soja seria a cultura mais afetada, tendo uma perda de até 67% em sua área plantada.
A produção de carne também será impactada, pois, com menos chuvas, naturalmente teremos pastos mais fracos. Somos um país historicamente agrícola e estes dois produtos representam bilhões de dólares na nossa pauta de exportações e uma infinidade de empregos diretos e indiretos. Além de desequilibrar nossas finanças, isso causaria um impacto direto na alimentação e no bolso da própria população brasileira.
Por isso, a resposta trivial que vem sendo dada ao problema das mudanças climáticas é claramente insuficiente. Nossos problemas não serão resolvidos apenas com as energias renováveis. Claro que é importante gerarmos energia mais limpa. Claro que é importante diminuirmos nosso consumo de derivados de petróleo. Mas falta um componente tão ou mais importante: temos que consumir menos energia!
Se nosso consumo de energia continuar subindo como nos últimos anos, a geração a partir de usinas solares ou eólicas não será suficiente, mesmo se continuar crescendo. Segundo o estudo do governo, e já considerando todos os cenários, haverá uma perda de 4% a 20% na capacidade de geração hidráulica. Não queremos que essa perda seja compensada com geração térmica e não podemos mais pagar por isso!
Temos que desenvolver uma economia de baixo carbono e, ao mesmo tempo, tornar essa atividade econômica “mais limpa” e mais eficiente. A redução de 10% do consumo por conta da eficiência energética em 2030, que acaba de ser incluída no compromisso brasileiro para a COP-21, significará economia de R$ 15 bilhões para o setor elétrico brasileiro. Se reduzirmos 20% o consumo, teremos economia de R$ 30 bilhões por ano, o que nos permitiria construir várias grandes hidrelétricas, preferencialmente com grandes reservatórios. Esse dinheiro todo poderia nos ajudar a acelerar a transição para energias renováveis e também um programa abrangente de biocombustíveis.
Em meio a toda essa crise de água em São Paulo, a população já clama por medidas de eficientização do uso. Por que na eletricidade não começamos já a fazer isso? Será que sempre temos que esperar a crise chegar, para começar a fazer a lição de casa?
Publicado no Canal Energia em 20/nov/2015.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Recorde de 400 ppm de CO2 na atmosfera
A verdade é que enquanto muita gente vem trabalhando para reduzir emissões de CO2 e construir um mundo mais sustentável, outros nem começaram a se mexer. E com isso o resultado consolidado mundial está longe do ideal. As emissões globais de CO2 seguem crescendo, nunca foram tão altas, e nem começaram a baixar. Recentemente, atingimos marca de 400 ppm (partes por milhão) de dióxido de carbono na nossa atmosfera. Segundo os cientistas do IPCC, não podemos passar de 450 ppm para limitar o aquecimento global a 2o Celsius.
Apenas as emissões para geração de energia se estabilizaram em 2014. Se considerarmos o todo das emissões, ainda nem começamos a reduzir. E é importante deixar claro que isso não significa que paramos de emitir. Pelo contrário. Ainda emitimos muito CO2, e continuamos a encher nossa atmosfera de CO2, ano a ano. Os compromissos assumidos pelos países que comparecerão à COP-21 em Paris (New Policies Scenario na figura abaixo) não são suficientes para atingirmos um cenário de 450 ppm, o que limitaria o aquecimento aos níveis desejáveis atualmente.
Para não ultrapassarmos as 450 ppm (450 Scenario), são precisos enormes ganhos de eficiência. Segundo a IEA (International Energy Agency), a eficiência energética deverá trazer a maior das contribuições para a redução das emissões até 2020, conforme figura abaixo.
Referências:
- Exxon Investigated for Climate Change Lies
- A Global Milestone: CO2 Passes 400 PPM
- CO2 Emissions Stabilized in 2014






